Oyá, Senhora do Entardecer 
Viagens Astrais - Inspirações
Viagens Astrais - Inspirações

 

 

A viagem astral (projeção astral ou projeção da consciência) consiste na exteriorização da consciência para fora do corpo físico, ou definindo de outra forma, sair do corpo físico utilizando como veículo da consciência, o corpo astral (perispírito). Trata-se de um fenômeno absolutamente natural, que faz parte das capacidades inerentes a todo ser humano. A projeção astral recebeu, ao longo da história, muitos nomes, como: desdobramento, viagem da alma, viagem espiritual, ascensão espiritual, experiência fora do corpo, etc. As inspirações estão relacionadas ao conhecimento e razão. Desta forma conseguem entender o abstrato de forma intuitiva e descrevê-lo.

 

01 – Anjos das Trevas

 

Na vastidão negra noite

Escondidos obscuros nichos

Agitados Anjos das Trevas

Infiltram-se entre homens,

alterando presente e futuro

Cerceando fartura e fortuna

Terra treme catastrófica

Ventanias avivam labaredas

Que consomem colheita que brota

Exala odor de asas queimadas

Parcos pássaros que sobrevoam

Secas árvores desnudas galhos

Noite esconde escudos nocivos

Dos cavaleiros guerras ímpias

Semeadores mazelas na terra

Regozijam-se com templos destruídos

Constroem ara para sacrifícios

Onde recebe oferendas a descrença

Banquete de animais peçonhentos

Enquanto o “eu” verte lágrimas de sangue

Anjo inocente se ergue flamejante

Desperta estrelas que acordam cantando,

Anjos brancos cobrem terra orando

Aspergem unguentos paz e esperanças.

 

 

02 – Almas eternas

 

Almas em encontros e desencontros

Buscam sinal entre Corpos

Compromissos de outras vidas

Assumidos em outras circunstâncias

Um abraço, entre terra e infinito

Almas silenciosas apenas sentem

Dores cicatrizes torturantes

Desvario constante incompletude

Desta forma, estagnação mesmo abstrata,

Cria formas que criam negras cascas

Reversão evolutiva mergulha no caos

Nas brumas, estrela cai na amplidão

Pois voraz é inexorável tempo

Não permite retornos pregressos

Não desvenda o amanhã, pois é impenetrável

Aguardando ansiosas, o Dédalo do Destino

Almas renascem na finitude da vida.

 

 

03 - Bagagem da Alma

 

Almas existem desde o início dos tempos

Excursionam por este imenso Universo

Sopram vidas em corpos por Deus moldados

Cada viagem no Universo que fazem

Impulsionam no veículo que habitam

A cumprir a missão pré-determinada

Resultantes dos saberes armazenados

Alma leve transita com sua bagagem

De forma tranquila, sua tarefa é estruturar

Mortal designado pelo Criador a guiar

Na sabedoria da fé cada aprendizado

Existem Almas que vivem densas brumas

Que fazem do mortal veículo de guerra

Traz a marca da destruição, peste e fome

Extermina com crueldade e zomba

Almas que não possuem peso nem medida

Como energias, são envolvidas por trevas

Também existem Almas tristes e perturbadas

Que dos desafios e aprendizados se furtaram

Existem tantas outras que povoam o Universo

A mercê da nefasta bagagem que carregam

Necessitam do homem, um mero mortal,

Apenas a oração com devoção: Ave Maria.

 

 

04 – Carrilhões da agonia

 

Quem sabe um pesadelo ou viagem?

Escalada escarpas montanhosas

Silhuetas que se movem por trilhas áridas

Homem ou Almas em fel de lágrimas

Não lembram a origem, de onde vieram

Não sabem o que o caminho reserva

Cadência dos sinos que tangem

Único som que sinaliza vida

Carrilhões sufocam e cerceiam

Por tempo longo, indefinido

Eco atordoa mente insana

Corpo cai prostrado e fétido

Alma desiste, desaba em agonia.

 

 

05 – Encontros e desencontros

 

Encontros, são Almas que se reconhecem

Não importa qual hierarquia humana

Fadadas cumprir o percurso unidas

Cada ser traz na bagagem experiências

Que podem acrescer ou reduzir o tempo

Encontros plenos dispensam palavras

Realizam-se primeiro na essência individual

Após, na consciência felicidade plena

Desencontros são constantes, não percebidos

Quando silêncio da Alma se evidencia

Verbo inexiste, brilho do olhar desfalece

Fadiga se faz presente, esgotam-se esforços

Fascinação do primeiro encontro fenece

Passos levam à agrestes caminhos a esmo

Revestidos de ausência e sintonia

Onde a taciturnidade é sombra entre seres

Dor do infortúnio e a ruína se instala.

 

 

06 – Felicidade

 

Um projeto de vida

Um direito adquirido

Desde o nascimento

Seja rico ou pobre

Independe cor da pele

Seja herege ou cristão

Felicidade não tem medida

Não é revestida de ouro ou prata

É permeada de sensações, emoções

Doce olhar, uma canção

É saber que o amigo aflito

Necessita da palavra amiga

Que a sabedoria pode ofertar

Felicidade se faz de atenção

Um espontâneo sorriso

Quando coração desperta e acelera

Sentimo-nos parte da imensidão

É escutar a mensagem divina

Felicidade está em você.

 

 

07 – Generosidade

Sentimento considerado obsoleto

Nas mentes despidas de sensibilidade

Que semeiam emoções áridas

Ao germinarem tonaram-se pragas

Pestes do desamor e vaidade

Substituíram nobres sentimentos

Pois é mais fácil dar esmolas

Que ofertar amor como alimento

Generosidade é legado da doação

Mãos estendidas para apoiar o outro

Ofertar o que consideramos excessos

Dividir o que temos, mesmo que seja escasso

Generosidade é mais que uma palavra

Um ato que transborda energia e luz

Abre portas de nossa essência divina

Ultrapassa distâncias, raças e credos.

 

 

08 - Itinerário

 

Cada dia novo semear

Em mim, sentimentos nobres,

Para que flores do jardim

Não esmaeçam suas nuances

Permaneçam com fragrâncias

Cada dia novo semear

Busca paz com auto conhecimento

Harmonia e perdoar o ódio

Deslealdade, inveja e desamor,

Hostilidade, intriga e vaidade

Doutrina entre partidas e chegadas

Cada dia um novo semear

Amar a Deus sobre todas as coisas

Natureza e habitantes dos reinos

Aos semelhantes, na mesma sintonia,

Sem conhecer a posse do amor pessoal

Que não dignifica laços afetivos

Cada dia novo semear

Nos sonhos, idealizar metas

No polimento da sensibilidade

Na criatividade e inspiração

Germinar versos e poesia

Permitir o aflorar da Alma

Cada dia novo semear

Amei os cascalhos que pisei

Espinhos que machucaram

Palavras proferidas que feriram

E aqui, entre derrotas e vitórias,

Na colheita, colho bênçãos de Deus.

 

 

09 – Juízo final

 

No fluído vital agonizante em desprendimento

Nascimento, apogeu e morte no contar do tempo

Na terra úmida e lúgubre um corpo é depositado

A escravidão dos vulneráveis sentidos inumado

Sem os grilhões ideias pré-estabelecidas

Sob governo déspota das concepções humanas

Liberdade antes inalcançável se faz lágrimas

Com testemunho do céu com nuvens densas

Uma Alma livre rumo ao infinito desconhecido

Como pássaro flamejante em oscilantes labaredas

Ascende à essência plena do amor represado.

 

 

10 – Marcas do tempo

 

Observamos marcas do tempo

Através rugas da pele

Desgaste corpo físico

Das sementes plantadas

Dos frutos colhidos,

Quando sentimos obscuridade

Pois não usamos o tempo

Para aprendizados obter,

Desgastamos mente e emoções

Em emaranhado de sentimentos

Sem conseguir discernir,

Quando nos detemos no tempo

Para analisar o que é felicidade

E concluímos que fomos felizes

Mas a velocidade do tempo

Não permitiu entender,

Quando decidimos abrir

O baú de recordações

Enfrentar obstáculos

Que não foram superados

Pois a inércia fez fugir,

Quando nos conscientizamos

Que aprendemos a dividir o tudo

Diminuir sonhos e vitórias

Multiplicar amor universal

Somar arduamente, com todos

Excluindo nossa pessoa

Quando despertamos um dia

Ao analisarmos a existência

Sentimos que desconhecemos

Nossa essência interior

E, neste momento cruciante

Desperta a fera adormecida

Impulsionando-nos a lutar,

E entender que o tempo

É soma de instantes

Passado não retorna

Presente deve ser pleno

Futuro a Deus pertence.

 

 

11 – Nas asas dos sonhos

 

Aceitei convite do senhor Tempo

Em suas asas viajei por este Universo

Adentrei, sem medos, em novo espaço

Onde é possível abraçar a felicidade

Esperança, harmonia, união, amor

Espaço sem nuvens escuras

Livre tempestades que assolam

Onde lições sabedoria são ofertadas

Pensamentos definidos, na raiz da lógica

Esculpindo formas de lembranças memória

Espaço ar puro, com brisa em sussurro

Cantando doces melodias para reflexão

Horizonte distante, onde mora arco-íris

Almas repousam, homens sonham.

 

 

12 - Homem e o tempo

 

Tem gente que usa seu tempo

Direcionado ao caminho do bem

Na existência sua jornada

Semeia sentimentos nobres

Rega e aduba com sabedoria

Flor, fruto, ofertas de Deus

Incapaz desejar ao semelhante

Mazelas que não quer para si

Esta gente colhe na existência

Amizade, respeito e confiança

Tem gente que usa o tempo

Em ociosidade e futilidades

Divide em pensamentos e atos nocivos

Usa o verbo que é Dom sagrado

Para destruir com linguagem ferina

Enviando energias torpes e maléficas

Que serão armazenadas no infinito

Vive de mentiras, ilusões efêmeras

Alimenta-se de trevas, almas denegridas

Tem gente que semeia nos atalhos da vida

Tristeza, ódio, desamor e maldade

Por certo, sua colheita será desventuras

Pois desconhecem leis sábias Universo

“Causa e efeito”, “Atração” e “Retorno”.

 

 

13 – Palco de resgate

 

Luzes palco iluminam plateia

Uma cortina pesada oculta

Atores que por sensações oscilantes

Aguardam temerosos seu desempenho

A peça faz ressurgir antigos personagens

Ressuscitados e atuantes em novos corpos

Que se abraçam e se enlaçam recordando

Vivências de velhas Almas em suas viagens

Que atendem ao chamado em clamor

Para um resgate de registros na História

Atores entram em cena, mestres na arte

Narrando guerras santas, políticas, mortes

Amores plenos ou desfeitos, ressarcidos

Laços espirituais da criação se acentuam

Ancestralidade toma forma em corpos

Cada sonoridade voz, sutil energia

Renova-se e mantém espectadores

Extasiados, aturdidos, no passado presente

O imaginário se desfaz, a cortina se fecha

Atores despedem-se individualmente

Portal se abre, adentram de mãos dadas

Heróis da História que foram esquecidos

Descansam as Almas que verdades narraram

Em busca da Paz pela humanidade perdida.

 

 

14 – Boa noite meu Deus

 

Nuances crepusculares anunciam

Dia que finda, tempo de reflexão

Agradeço oportunidades ofertadas

Lógica exercício do Livre Arbítrio

Bálsamo recebido longo da jornada

Pela aceitação do não realizado

Rasgam-se véus, ancoram estrelas

Timidamente Lua eleva-se em fulgor

Uma pintura silenciosa, translúcida

Bela ao consciente, através da visão

Medo ao inconsciente, pelas emoções

Encontro íntimo da Alma com nossos “Eus”

Deus, em meu sono guarda meus sentidos

Afasta pesadelos que se interpõem

Fantasmas delirantes em sombras

Habitantes densas brumas noturnas

Dá-me o sono reparador à matéria

Preenche meu espírito de luz.

 

 

15 – Ciclo da semeadura

 

Semear é missão

Do homem iluminado,

Por solos áridos

Cobertos ervas daninhas,

Por corações com crostas

De emoções negativas,

Por estradas com pedras

Ou jardins com espinhos,

Usar com sabedoria

Dom da palavra,

Propagar aos quatro cantos

Valor de uma crença,

Espalhar amor

Onde reside ódio e ira,

Pregar a paz

Entre os irmãos do desamor,

Semear é ser guerreiro

Sem medo, ir à frente,

Destruindo

Larva nociva que se alastra,

Não importa o tempo

Pois todo é abençoado,

E a caridade

Não tem pressa para ser doada,

É conduzir pensamento

Para uma meta já definida,

Domar as feras soltas

Na arena vida,

Espalhar esperança

Humildade e consciência,

De um dia, vibrar em todos

O amor universal em sintonia.

 

 

16 – Ciclo da colheita

 

No ciclo da colheita

O homem colhe resultado

De seu Livre Arbítrio,

É quando entende

Que Deus não é cruel e vingativo,

Pois lhe deu de presente

Dom da inteligência,

Se o Dom foi usado

Com maestria e sabedoria,

Colherá sucesso

E felicidade plena,

Se foi desdenhado

Colherá mazelas

Da Lei da Causa e Efeito,

Desta forma o homem,

E seus ciclos se sucedem

E, infelizmente,

Na maioria das vezes,

É necessária queda

No mundo das trevas,

E através do sofrimento

Compreender,

O significado de um Universo

Edificado, sob energia da luz.

 

 

17 – Enquanto

 

A Terra for arena do cotidiano

Habitada por ferozes guerreiros

Vestidos de guerra e sangue

Para alimentar Ego insano

A Terra for tenebrosa selva

Habitada por astutos caçadores

Vestidos de poder e cobiça

Que vivem eterna disputa

Enquanto,

O Homem estiver cego por ódio

Surdo para escutar lamentos

De dor, solidão e injustiças

Peste negra sofrimento

Invadirá razão e sentimentos

Odor fétido e repugnante

Exalará entre seres e lares

Na obscuridade da sensação

Portanto,

No Universo intangível

Um Anjo suplicará ao Criador

Que ilumine mente do homem

Para que seja eterno guerreiro

Com armas de fé e esperança

Em busca porvir abençoado

Para que cada coração humano

Seja templo da paz e amor.

 

 

18 – Finito e infinito

Explosão de vida, matéria, energia

Angústia de saber finito assusta

Consciência da morte corporificada

Que reside na vida, forte e atuante

Impotência de driblar o destino

Conviver com desconhecido

Mente e equações indecifráveis

Equilíbrio entre razão e emoção

Labirintos do invisível e medo

Do infinito interior, os pensamentos

Simbólico e real entrelaçados

Transcendência dos enigmas

Movimento contínuo ou estático

Limitado, ilimitado, imaginário

Multidimensionais, atemporais

Sem opções, homem é parte

E, ao mesmo tempo um todo

Finito e Infinito.

 

 

19 – Infelicidade

 

Perdida no tempo

Te vi caída e sofrida,

De teus olhos opacos

Profundamente tristes,

Escorriam lágrimas de dor

Dor que não era saudade,

Pois era a dor da infelicidade

Dela falamos, nela pensamos

Não sei por quanto tempo

Quando eu parti, ela ficou em mim

No pensamento, no sentimento

Também sei que ficou em ti

Pungida e crucificada

Não sei por quanto tempo

No eternizar, no reencarnar.

 

 

20 – Legiões das Almas

 

Paisagens por Deus escolhidas

Cada uma com sua história de vida

Bagagem repleta nuances

Ausentes ou mesmo, multicoloridas

Àquelas que acreditam em sonhos

Confinadas vivências de outras vidas

Habitam corpos permeados melancolia

Alimentada pelo silêncio infelicidade

Outras, perdidas entre desventuras

Presas ao ódio e torpes alucinações

Habitam corpos e semeiam destruição

Como lobos ferozes à espreita da caça

Inúmeras ficam entre trevas

Desconhecendo sua própria essência

Sem elos, apenas diabólicos espectros

Há outras, iluminadas, semeadoras de luz

Habitam corpos em tarefas árduas

Cumprir missão que lhe foi destinada

Espalhar amor, incentivar a caridade

Transformar espinhos em rosas

Odor fétido em aroma de bálsamo.

 

 

21 – Enigmas

 

Universo, que se faz de impenetrável mistério

Vida, ato de respirar energia intrínseca

Homem, finito, repleto de evasivas metáforas

Percursos, vai e vem com segredos ocultos

Sentinelas, Alma e sua sabedoria alertas

Sentimentos, resultante emoções veladas

Sombra, espectro faz companhia

Morte, realidade passagem efêmera

Som, ruído pensamentos desalinho

Silêncio, caos razão destituído

Fé, Livre Arbítrio, Karmas, Profecias

Tempo, sinfonia existência é maestro

Dia, enlaçar potencial sentidos

Noite, curvar-se diante imenso infinito.

 

 

22 – Morte

 

Sou conhecida pelo nome de morte

Como outro extremo, negativo

Sou destino, única verdade

Desconhecido, realidade temida,

Cronômetro ciclos vida

Sou tempo, enigma imperscrutável

Anjo, pestes, guerras

Se tirania na Terra impera

Sou braço que se ergue forte

Empunho minha espada de prata

Que ceifa algozes, impiedosos

Dos déspotas e infiéis faço ossuários,

Meu manto cobre com densas trevas

Povos, Nações, a Humanidade

Abro minhas asas sobre mortalhas

Mas também sou Anjo do renascer

Para os aflitos e desesperados

Os que estão sob o jugo da dor

Física, emocional, espiritual

Consolo dos aflitos e perdidos

Que rasga abismos profundos

Farol de luz que guia os homens

Nova aurora, um porvir de paz

Desvendarei todos os mistérios

Conduzirei os espíritos às alturas

Sou liberdade, a serviço de Deus

Sou Morte, sou Vida, sou Evolução.

 

 

23 – Caminhos caminhantes

 

Muitos passam pela existência

Semeando terras áridas

Da ilusão e fantasia,

Sem perceber que amanhã, colheita

Sendo a mesma

Reflexo do cotidiano

No jardim das rosas

É necessário valorizar o espinho,

No jardim dos lírios

É necessário regar paz,

No jardim das emoções

É necessário adubar com equilíbrio,

No jardim da humanidade

É necessário extirpar o desamor,

Assim decorrem os segundos

Os ciclos da vida,

Na busca de atalhos

Para o caminho encurtar,

Mas, sempre retornando

Ao marco inicial,

Pois o tempo

De colher flores e frutos,

Está na balança Divina

Onde o “fiel” é o amor.

 

 

24 – Aprendi

 

Não esmoreci quando as pedras

Interromperam minha jornada

Para testar intensidade da fé

Não pedi o impossível à Deus

Bênçãos resultam de merecimentos

Sentir a essência iluminada

Com a energia sutil divina

Dividir com meus inimigos

Pensamentos e palavras de amor

Que toda espiritualidade é divina

Conexão do Macro e Microcosmo

Prova sabedoria e evolução

Somos instrumentos dedilhados

Pelo mundo luzes ou trevas

Se percepção não for desenvolvida

Não captaremos a energia atuante

Pois espaço entre bem e mal

É um limite tênue que a vaidade

Cegueira não permite distinguir

Que caminhada da fé é como

Farfalhar das folhas nas estações

Ou, como espinhos que ferem a carne

Que o homem é uma pedra bruta

E renascerá através do polimento

Na jornada da sabedoria, abnegação

Olhar formas com a visão d’ Alma

Audição para escutar o alerta

Conselhos das luzes nas indecisões

Lidar com os adversários e respeitar

Suas forças, armas e armadilhas

Vencer o ignóbil poder do mal

Tornar-me invisível aos olhos da face

E visível às suas consciências

Que a palavra é de prata solta ao vento

Percorre os quadrantes do Universo

Pode ser benéfica ou maledicente

Que o silêncio é de ouro e na quietude

Observa-se e aprende-se grandes lições

Como a colheita de separar joio do trigo

De acordo com a grandeza do espírito

Que habita o interior de cada ser

Respeitar as crenças e manifestações

Suas posições no arco-íris de Deus

Por certo conduzem seus rebanhos

Semeiam verdade de sua fé

O homem sábio percorre trajetória

Em busca de realizar sonho universal

“Paz e igualdade na terra entre irmãos”.

 

 

25 – Vida

 

Apenas uma leve ou pesada jornada

A partir do ato carnal entre dois seres

Que se fixa na terra, com primeiro vagido

Do primeiro ciclo chamado nascer

Abrigando Alma desconhecida

Que flutua entre antigas moradas

Vive a sós, sem deixar transparecer

O que sua essência mantém, escondida

Nada mais é que a consciência plena

Que somos instrumentos dedilhados

Por Deus, em sua onisciência divina

Para revestir a Alma sutil energia

E, assim, enquanto não se esgota o tempo

Alma/Vida, Vida/Alma, em cumplicidade

Transitam pelas veredas do destino

Enquanto o Karma não é queimado

E, quando chega o final do último ciclo

Este dueto faz com dor a despedida

Invólucro carnal retorna ao pó

Alma eleva-se, de luz revestida.

 

 

26 – Brevemente

 

Todos serão eternos

Em espaço de luz

Livre amarras terrenas

Sem questionamentos

Sem ocultar segredos

Apenas Almas itinerantes

Corpo sutil em viagem

Sem sonhos ou quimeras

Com asas nos conduziram

Às partículas da memória

Para um tempo desconhecido

Rotulado de imortalidade.

 

 

27 – Caminhos

 

Jornada com atalhos tentadores

Homem caminha sem observar ao redor

Sem perceber essência da paz e silêncio

Pois egoísmo toma posse mente e ações

Se iguala aos estúpidos, insensíveis, ignóbeis

Energias nefastas adoecem o espírito

Desperte da estagnação da vida

Decrete seus planos em plenitude

Creia na humildade, esperança, perseverança

Sua real verdade, seus desejos e conquistas

Só você pode registrar capítulos sua história

Ciclo, por ciclo, incluindo desafios e vitórias

Busque equilíbrio e cure desencontros

Temores imaginários, descrença, derrotas

Você é filho de Deus, habitante do Universo

Não se entregue aos sentimentos nocivos

Esteja em harmonia, com consciência e fé

Você tem direito à felicidade

Aconchegue sonhos na paz da Alma.

 

 

28 – Credos

 

Inúmeros, diversas fontes, dogmas

Para uns, exercício diário da fé

Para outros, apenas crer

Outros vivem em negação, os ateus.

Crer em Deus Todo Poderoso, o Criador

Deve ser o alicerce para as crenças

A espiritualidade é apelo da Alma

Para semear e ver florescer a semente

Não é rótulo ou objeto que te fará crente

Nem o estapafúrdio te fará Mestre

A fé, em silêncio traz a espiritualidade

Humanidade se depara com falsos profetas

Que se enaltecem, na busca novos adeptos

Mas só Deus, o UNO, que amou seus rebanhos.

 

 

29 - A passagem

 

Inquieto, perdido, ascende o espírito

Por um turvo e agreste caminho

Sem entender estado letárgico

Pede liberação e socorro

Um irmão adentra aos portais de Luz

Mais um filho que cumpriu a missão

Retorna inconsciente à pátria espiritual

Despido de identidade e vestes carnais

Um espírito, na bagagem, registro de vida

Desperta da inércia e vê ao longe um farol

Melodias sutis se acercam e acalmam

Tênue luz mais além, aura do anjo

Destinado para receber e conduzir

Ensinar que ali não se faz necessários

Hábitos e sentimentos conflitantes

Renascimento é feito de aprendizados

A primeira lição é conscientização

Que a morte física é o fim dos ciclos

Vida terrestre é fugaz e passageira

Estação do resgate e saldar o Karma

A segunda lição, espíritos te esperam

Família, amigos para em harmonia

Aspirarem, fragrâncias florais eternas

Pois estações não se dividem na eternidade

A terceira lição é que o tempo é atemporal

Passado foi condução do teu Livre Arbítrio

Presente são tarefas em busca da evolução

Futuro é promessa de tua ascensão à LUZ.

 

 

30 - Caminho de Fé

 

É feito de espiritualidade

Pois tem como alicerce a fé

Crer com convicção na energia

Suprema, infinita, abstrata

Semear solidariedade e caridade

Frutificar a generosidade em doação

Fundamentar nossa finitude em prol

De uma missão especial no infinito

Quando o objetivo é servir a Jesus

Não é o caminho da religiosidade

Nem sempre regida pela universalidade

Pois muitas vezes oprime e escraviza

Torna fiéis, marionetes das promessas

De ilusória salvação de pecados

Quando o pecado maior é usar

Palavras em nome do Criador

Semear torpes guerras sanguinárias

Entre homens dizimando irmãos.

 

 

31 – Escuta

 

Sonoridade que te envolve

Crepitar instigante do fogo

Águas nas corredeiras

Farfalhar folhas ao vento

Ecos que das montanhas

Choro um irmão aflito

Risadas das crianças

Gargalhadas dos jovens

Palavras amor pronunciadas

Gorjeio alegre coloridos pássaros

Zumbir abelha na busca néctar

Canto no mar, golfinhos e baleias

Ciciar cigarras alegres no verão

Melodia Anjos em suas Cortes

Pois, tudo que escutas são obras de Deus.

 

 

32 – Eternidade

 

Almas em busca constante da aprendizagem

Vivendo na terra as vicissitudes e desafios

Enquanto na infelicidade transitam os corpos

Sonhando com o impossível nesta passagem

Encontro marcado onde o tempo profetisa

Flutuando no imaterial sem formas concretas

Apenas os aromas indecifráveis nas veredas

Por onde farfalham as folhas na suave brisa

Duas Almas em viagem final ao seu destino

Imortalizando o momento por Deus traçado

Onde o futuro é transformado em infinito

Duas Almas em uníssono, melodia e sintonia

Um sentimento eternizado entre as vidas

Permeado de amor, luzes, sutis energias.

 

 

33 – Odoiá

 

Iemanjá, divindade do grande mar

Quando o “tudo” era o imenso oceano

Imperscrutável, silencioso e destruidor

Senhora da energia misteriosa e criadora

Mãe do equilíbrio, conciliação e amor

Mãe que embala a vida em suas entranhas

Sopro das emoções e inspiração nos homens

Do vigor das vagas ruidosas que dançam

Explodindo em espumas à beira-mar

Protetora dos que navegam em teu reino

Dos que não temem desafios das profundezas

E buscam alimentos para a sobrevivência

Mãe dos sonhos oníricos que invadem a noite

Enquanto a Lua te reverencia no mar

Abençoa a humanidade,

Odoiá minha Mãe Iemanjá.

 

 

34 – Espíritos

Cada dia um novo semear

Em mim, sentimentos nobres,

Para que flores do jardim

De minha Alma não feneçam

Sem esmaecer nuances

Sem exaurir aromas

Cada dia novo semear

Busca paz com perdão

Ódio, deslealdade, inveja, desamor

Hostilidade, intriga, vaidade

É doutrina entre partidas e chegadas

Cada dia novo semear

Amar a Deus sobre todas as coisas

Natureza e habitantes dos reinos

Semelhantes, na mesma sintonia,

Sem conhecer a posse do amor pessoal

Que não dignifica laços afetivos

Cada dia novo semear

Nos sonhos idealizando as metas

Polimento da sensibilidade

Criatividade e inspiração

Germinar versos e poesia

Permitir aflorar a Alma

Cada dia novo semear

Amei os cascalhos que pisei

Espinhos que machucaram

Palavras que feriram

E aqui, entre derrotas e vitórias,

Na colheita de Deus, recebo bênçãos.

 

 

35 - Fragmentos do Tempo

 

Nas horas soturnas noite nefasta

Escura como breu, lua oculta,

Abre-se porta do que é eterno

Fragmentos inexorável Tempo,

Primeira sala, saudoso passado

Velado cortinas esmaecidas

Iluminada, chorosas velas de sebo,

Habitada, sombras que lamentam

Alimentadas, tormento e ansiedade,

Caminho percorrido do qual restou

Apenas, entre teias, um santuário

Pergaminhos escritos em hieróglifos

Segredos aflorados tristes Almas,

Alguns passos, nova sala, o presente,

Alternativas, desafios, abismos,

Entrelaçando desejos, quimeras

Através dos anos que envelhecem

Corpo abatido e pele sem viço,

Assistindo óbitos e funerais

Horas e dias que fenecem,

Sala, velada por véus sombrios,

Distante, apenas rótulo, Futuro,

Destino, imensurável enigma.

 

 

36 - Liberdade

 

Ofertas-me asas para subir às alturas

Descortinar infinito, mistério da vida

Viajar quatros cantos do universo

Mergulhar vácuo célere tempo

Repousar sem pressa âmago da Alma

Despir-me vestes ilusórias terra

Romper grilhões que forja vida

Conhecer nudez minha essência

Descobrir horizontes sem fronteiras

Viver venturas com a sabedoria

Que na plenitude do voo emana

Aspirando e inspirando energia

Para em paz, no dia e hora certa

Despedir-me, de forma plena da vida.

 

 

37 - Ilusão

 

Inebria homens e vidas

Obstáculo intransponível

Para realizações sonhadas

Desfrutar essência paz interior

Conhecer verdadeira felicidade

Conturba mente, entorpece alma

Aflora sentidos nocivos adormecidos

Inebria desejos contidos pela razão

Transborda fontes ambição

Sentimentos torpes poder e sedução

Vem fome de sexo, poder, opulência

Deforma razão, cega visão da face

Até que despertar despe rotas vestes

Morte toma posse corpo putrefato

E Deus complacente recebe Alma perdida.

 

 

38 - Ilusão Efêmera

 

Néctar que embriaga mente

Violenta os sentidos homem

Traz torpor à cegueira razão

Nas fontes insanas desejos

Sacia sede orgulho e vaidade

Fomenta fome eterna riqueza

Macula Alma que é perfeita

Quando desperta sente-se caos

Sem rota definida, à deriva vida

Emaranhado astucioso engodo

Mergulho sombra lado escuro

Do qual foge sem coragem enfrentar

Busca fragilizado porto e âncora

Mar sentimentos que habita

Seu interior, chamado esperança.

 

 

39 - Limites

 

Ao homem foi concedido

Um reino, a terra

Mas, na ilusão

De conhecer o desconhecido

Foi interferir nos astros,

E, entre pesquisas e análises

Tenta cada vez mais

Invadir o infinito

Um dia,

Recobrará sua consciência

Que a viagem definida

É retornar,

Ao ponto de partida

E desvendar,

O mistério interior

Conhecer,

Sua própria essência.

 

 

40 - Luz na Escuridão

 

Trago trancafiado no peito desejo latente

Gritar aos quatro ventos, liberdade

Cansada, pés sangrando pedras pontiagudas

Subir e descer encostas agrestes vida

Só, como peregrino, desnuda ou vestida

No meio de tantos, moribundos e feridos

Que andam a esmo fugindo escuridão

Da tétrica e fétida estação ilusão

Um rio, uma barca, um barqueiro

Águas mansas e límpidas, travessia

Esperança, crepitar chama energia

Grito que fez pulsar coração aflito

Trespassou Alma no refúgio da aurora

Enfim, luz pariu, no meio da escuridão.

 

 

41 - Meditação

 

Acordar, conectar com natureza

Cumprimentar com meu sol interior, o astro rei

Agradecer a Deus minha visão para contemplar

Nuances multicoloridas Universo

Absorver ar que alimenta minha energia vital

O tato para acariciar tudo que rodeia

Crer na paz e buscar mecanismos para semear

Através sensibilidade e palavras que expresso

Emoções, sentimentos que permeiam o homem

Aceitar o que não pode ser alterado no caminho

Conviver com amor que vida me reservou

Fé escolhida sustenta minha jornada

Viver o presente na plenitude e romper

Estagnação, ideias desarticuladas

Conservar a individualidade

Intransferível – Ser Feliz.

 

 

42 - Mente Antagônica

 

Consciente,

Espiritualidade simboliza luz

Razão rege a decência e o bem

Prudência ajuda na escolha

Justiça traz paz à consciência

Força impulsiona às vitórias

Temperança freia desejos da Alma

Terra fértil a semeadura se expande

O amor e bênçãos regenera

Inconsciente,

Instinto fomenta sombras

Irracionalidade abriga lobos

Insensatez ocasiona loucura

Desequilíbrio disputa verdade

Letargia soterra energia

Imoderado acirra cinco sentidos

Terrenos áridos a semente fenece

O ódio espalha e enraíza

Uma Mente, um Universo,

Um universo antagônico,

Entre o Bem e o Mal,

Enigma, mistério.

 

 

43 - Meu Anjo de Guarda

 

Por Deus, designado desde que,

O espírito que habita meu corpo

Decidiu retornar para resgate

Um Anjo iluminou o ato

Um homem, uma mulher

Entrelaçados pelo amor

Para ato da concepção

Um Anjo que cuidou da

Formação de cada partícula

Que no plano físico se desenvolvia

Foi à primeira luz que me recebeu

No primeiro vagido neste Universo

Embalou meu choro infantil

Secou lágrimas infortúnios

E também, lágrimas de alegrias

Norteou minha existência pelas veredas

Sempre respeitando meu Livre Arbítrio

Um Anjo especial que guiou missão

Ensinou semear com mão do coração

E extrair o nocivo, com a outra mão

Mostrou-me escada de ascensão

Esperou que galgasse degraus

Amparou dificuldades das quedas

Impulsionou vitórias na arena

Estabilizou alicerce terreno

Acompanhará quando chega colheita

E, no final do ciclo biológico

Carregará em suas asas meu espírito

Para novo espaço, chamado de Luz

Enquanto meu invólucro carnal

Retornará ao seu lugar de origem

Ao pó, até que Deus decida moldar

Novo contorno e novo sopro de vida.

 

 

44 - Microcosmo

 

Homem, habitante do Planeta, mortal finito

Sem conhecer profundidade da inteligência

Criado a semelhança, sábio escultor vida

Tem medo silêncio desconhecido

Letargia, perante despertar consciência

Contemplação essência íntima

Sente vida, subtraída, pelo algoz tempo

Sugado à eternidade velada mistério

Perde-se sem medir atos e consequências

Sem conhecer direção e missão atribuída

Impelido, nas incertezas das contingências

Sua visão, não vê as extremidades da existência

Uma vez que, o início, o meio e o fim no Universo

Mostra vida, como Alquimia, em grande segredo.

 

 

45 - Meu nome é felicidade

 

Você busca e não me encontra

Não estou em nenhum lugar

Porque resido em você,

Não sou objeto, você não me vê

Em sua vida, tudo que rodeia

E pode te fazer feliz você afasta,

Seus olhos perdem o brilho

Sua face sem sorrisos

Pensamentos oscilam como vento

Percepções são condicionadas

Emoções desconcentradas

E eu, tento fazer

Aprenda valorizar o que merece

Ao acordar, um bom dia a vida

Concentrar trinar dos pássaros,

Observar pessoas que passam

Agradecer chuva que molha terra,

Estender mão e fazer afago

Para criança que vive nas ruas

Um ancião que carece atenção

A flor que desabrocha

Despertar cinco sentidos,

Sou intocável, emoção, qualidade

É preciso apenas, comigo querer conviver

Estar pronto para me conquistar

Desejar ser afortunado, contente, satisfeito

Construir teus projetos de vida e realizá-los

Individualizar teu Universo interior

Pois, ser feliz é somar instantes plenos

Conservá-los através do tempo.

 

 

46 - Minha Alma Alada

 

Em voo acima cercanias, lagos, vales

Planando montanhas, nuvens, oceanos

Entre Astros, em busca evolução

Nos confins da abóboda celeste, minha Alma

Move-se com facilidade desde amanhecer

Entre Terra e constelações distantes

Sorvendo fogo etéreo regiões límpidas

Como néctar servido taça celestial

Em mergulho, à noite firmamento

Absorve energias encanto, magia

Abastece beleza, fascínio, sedução

Na solidão serena desta viagem de luz

Purifica-se, com energia indivisível ar

Reveste-se de inúmeras nuances translúcidas

Retorna à sua forma substancial, energia vital.

 

 

47 – Escrevo

 

Sobre lágrimas que vertem

Perdas, dores sentidas

Dramas, tristezas da vida

Cruel desafeto, frustrações

Amor que sem saber feneceu

Ódio que permeia seres

Ações de rebeldias

Sentimento altruísmo

Escrevo com pena esperança

Com perseverança e idealismo

Que um dia filhos de Deus

Despertem de sua torpe demência

Semeiem na terra fértil do amor

Paz e igualdade entre irmãos.

 

 

48 - Missão

 

O Homem tem missão pré-definida

Às vezes, uma trilha de austeridade

Outras, movendo-se com lentidão

Sempre absorvendo das experiências

Aprendizado que conduz à maturidade

Alma, revestida energia e luz

Traz na bagagem lições de vida

Resultarão sucessos ou desditas

Conforme exercício do Livre Arbítrio

Se na esperança depositou felicidade

Ou, vivenciou futilidade e prazeres

Assim se faz jornada na existência

Até que partida se faça presente

Com louros ou espinhos até o Senhor.

 

 

49 - Natureza Humana

 

Ao nascer, recebeu inúmeros dons Divinos

Coragem e força vencer os obstáculos

Razão e emoções, na justa medida

Grandeza interior, como essência

Iluminação, que advém da Alma

Ousadia, em busca da liberdade plena

Posição, que ocupa no grande Universo

Lutar pela paz, mesmo sem ser guerreiro

Experiência, que se oportuniza no renascer

Origem, proveniente da lama, como lótus

Purificação, pelo poder do bem e verdade

Sabedoria, do silêncio que o torna Mestre

Alquimia que se processa, em velado mistério

Ser aprendiz e herói, mas nunca Rei.

 

 

50 - Olhar da Alma

 

Olhar alma é translúcido

Transpõe barreira do horizonte

Encontra energias que cintilam

Atrai novas perspectivas,

Ensina discernir emoções das sensações

Voltar-se para interior sem medo,

Ser autêntico, liberando sentimentos

Acordar da letargia eminente,

Fala origem nossos mistérios

Enfrentar o impenetrável

Ultrapassar limites invisíveis

Separar realidade dos sonhos,

O olhar da alma nos despe

Tabus, traumas escondidos,

Mostra vida como arco-íris

Alimenta esperança perdida,

Indica caminhos a serem percorridos

Sobre certezas escolhas vida

Incentiva audácia busca

Resgata verdadeira essência.

 

 

51 - Perscrutador olhar

 

Com olhar inquisitivo

Em busca da sabedoria

O Homem queda-se

A observar Natureza,

A árvore, estabilidade,

Frágeis galhos, atalhos,

Funcionalidade folhas

Frutos que brotam

Flores que germinam,

Revoadas borboletas

Corpos etéreos multiformes,

Gorjear pássaros

Autenticar liberdade,

Firmamento se reveste

Multicores translúcidas,

Garoa que asperge bênçãos

Umedece e alimenta a vida

Os que habitam éden terrestre,

Encobertos por manto sagrado

Residem como passageiros do tempo

Também Anjos, homens de boa vontade.

 

 

52 - Polos

 

Aquém de nosso invólucro físico

Existe essência interior

Que projeta homem

Na imensidão Universo

Composto dois polos,

 Bem e Mal

Constante luta de sobrevivência

Homem imerge e submerge,

Deixando, muitas vezes

Potencial irracional

Desvalorizar inteligência

Inconstante, pois não é capaz

Permitir que a luz

Infiltre-se em suas trevas.

 

 

53 - Porto das almas

 

Noite escura, um rio entre brumas se descortina

Barqueiro decrépito em viagens contínuas

Transporta Almas estranhas cercanias

Murmura canção triste e dolente

Nem todas estão conscientes travessia

Algumas pedem clemência desejando ficar

Outras, como zumbis, empurradas sem dó

Barco desliza no rio carregando fenecer

Obcecados pedem moedas

Céticos insanos dão gargalhadas

Evoluídos conhecem o processo

Decorrem épocas, estórias se propagam

Com ou sem barqueiro, todos fazem a travessia

Sem rótulo de raças, cristãos ou ateus

No Porto das Almas, suas incertezas ancoram.

 

 

54 - Princípio e Fim

 

Um mistério enterrado éter Universo

Sentinelas enigmas e guardiões da razão

Desde o princípio, início da criação

Quando o Verbo era Deus e Deus era o Verbo

Fez-se o sopro da vida, transformado em carne

Carne se fez desejo, desejo se fez pecado

Pecado desenhou emoções, jogou-as ao vento

Para que fossem semeadas entre tempos

Floresceu inteligência e sentidos

E assim, se fizeram pensamentos antagônicos

Se fez vida entre poder e cobiça

Fim se fez presente, o presente se fez caos

Caos se fez serpente destilou veneno

Alimentou ganância homens, meros mortais.

 

 

 

55 - Registros

 

Um livro, uma vida

Caminhos, atalhos percorridos

Atravessando lagos e oceanos

De emoções e sentimentos

Esfolando, sangrando os pés

Na selva de pedra, a existência

Que cabe apenas a você construir

Um livro, uma vida

Semeadura farta sem consciência

Sem adubar ou alimentar a raiz

Se árvore floresceu ótimo

Sorrindo vamos colher louros

Ao contrário, o culpado é azar

Assim se fez o passado e presente

Um livro, uma vida

Páginas folheadas, amareladas

Algumas rasgadas, queimadas

Outras, ignoradas por fracassos

Algumas, borradas pelo pranto

Outras em branco, por covardia

Em muitas, registros de fantasias

Um livro, uma vida

Escrito por sua pena no pergaminho

Norteada por pensamentos e atos

Insucessos ou sucessos que você atraiu

Última folha, último registro é tarde

Não há mais oportunidades, nem desafios

Fecha-se o Livro, com passamento.

 

 

56 - Sacralidade e Sacrilégio

 

Sacralidade, prescrito e exaltado pelo Divino

Possui garantia de sobrenatural

Paradigma instigante a ser desvendado

Astros em seus domínios cósmicos

Natureza, seus Elementos e Elementais

Divindades nas religiões e seus rituais

Raiz destino homens e deuses

Mistérios corpo, vida, morte,

Processo fecundação, sexualidade

Futuro como tempo, tratado como enigma

Amplidão poder humano que fascina

Sacerdotes, mágicos, sábio, intelectuais

Sacrilégio, proibido ou condenado pelo Divino

Desmandos sobre a Natureza,

Obra de Deus, a Mãe dadivosa,

Que protege todos seres vivos

Ao sofrer injúrias, do Homem, seu filho

Impõe-lhe limites, pela lei de ação e reação,

Devolvendo-lhes os mesmos resultados,

Como lições a título de precioso aprendizado

A profanação da sacralidade do Microcosmo

Homens que professam fé com seus dogmas

Como se sagrado não pertencesse ao humano,

Como se a questão do sentido transcendente

Do ser e da vida pudesse ser encoberto.

 

 

57 - Prece à Deus

 

Senhor criador deste Universo e seus filhos

Olhai por nós, inúmeras seres na terra,

Ilumina nossa jornada para semeadura

Não permita que desânimo nos habite

Amparai-nos para que anseios nocivos

Não corrompam nossa missão de evangelizar

Frutos que nascem de nosso ventre

Que a caridade resplandeça sobre sombras

Que se infiltram na paz e igualdade

Entre homens de mentes conturbadas

Moldaste-nos poderosos, merecedores de bênçãos

Ofertaste dons de amor, sensibilidade,

Carinho, beleza, ternura e dedicação,

Que homens reconheçam o valor

Respeitam desígnios divinos quando,

Escolheste a Mulher, para simbolizar vida.

 

 

58 - Prece a Jesus

Jesus, que teu sacrifício seja enaltecido

Entre povos do Universo e suas crenças

Salvaste e abençoaste teus filhos sem distinção

Unindo a humanidade por sentimentos nobres

Senda da luz no caminho do amor e perdão

Crucificado por semeares a paz e a união

Redimindo teus filhos dos atos insanos

Ignorando traições, renúncias e castigos

Filho de Deus, nosso irmão feito homem

Transformaste o mundo e perdoaste pecadores

Teu martírio simboliza a salvação dos homens

Sinaliza com tua luz nossas emoções e sentimentos

Abranda em nossos corações, orgulho e vaidade

Livrai-nos do desequilíbrio, discórdia e avareza

Violência, egoísmo, ignorância, dor e sofrimento

Angústia, tristeza, desespero, descontrole

Ilusão, aflição, ofensa, amargura e descrença

Mazelas do corpo que dilaceram a Alma

Humilhem-se falsos profetas que se mascaram

Usurpando colheitas benditas dos justos

Mostra farol esperança que será nosso guia

Ampara a terra nas renovações constantes

Nosso destino que seja acatado com sabedoria

Ilumina nossos cinco sentidos para que tenhamos

Discernimento justo sobre valor moral das causas

Amando sem exigências, ajudando em doação

Desprendendo-nos dos enganos do mundo

Expulsa sombras desigualdade e desamor

Acompanhados sejamos da humildade

Motivados pela singeleza e serenidade

Expressando compreensão e tolerância

Morte à nocividade e glória à fé semeada.

 

 

59 - Óbito

 

Invade vida sem aviso

Anuncia fim dos ciclos

Morte, consequência da vida,

Sem conchavos e preferências

Cor, credo, idade ou sexo,

Camada social ou cultural

Adeus entre corpos e almas

Corpo em uma lápide fria

Sepulcro escuro, odor fétido,

Flores, orações, lágrimas e lamentos,

Anjo da Morte recepciona

Cobre com o manto fúnebre

Entre sombras e audazes demônios

Hediondos, na sepultura a vagar

Alma, inconsciente, busca o Norte,

Da aceitação e entendimento

Romper barreira da atmosfera

Ascensão, busca vereda de luz,

Anjo da Vida, sorri e convida,

Em murmúrio suave, para renascer,

No berço da homogeneidade e da paz,

Tempo sem tempo em aprendizado

Estrela firmamento junto ao Pai.

 

 

60 - Reis Magos

 

Estrela anunciação fez um rastro de luz

Silenciosa iluminou negro firmamento

Traçou rota para cidade de Belém

Reunindo três Sábios Reis Magos

Em longa jornada de fé e esperança

Levando em suas comitivas, presentes

Agrados, ao Menino Santo que nasceu

Dia e noite, guiados por sua luz e poder

Entre descansos e caminhadas, até Jesus

Belchior partiu Europa e ofertou ouro

Enquanto Baltazar, África, ofertou mirra

Levando incenso, rei Gaspar veio da Índia

E, assim, foi cumprida a profecia de Deus

Messias será adorado por todos Reis.

 

 

61 - Secularidade, Temporalidade

 

Séculos passam, tempo passa

Entre arrebóis amanhecer e ocasos

Que se atraem e distanciam

Entre passado, presente e futuro

Intempéries que decisões alteram

Passa tempo, passam séculos

São metáforas e incógnitas crescentes

Qual clepsidra e o elemento água

Ou a ampulheta e elemento terra

Transitoriedade da existência

Tempo passa, séculos passam

Entre aromas da Alma que se fixam

Brilho fugaz das gotículas de chuva

Mudanças de curso do destino

Escritas no pergaminho divino

Secularidade, temporalidade

Incontestável e inexorável registros

Desde vagido até o último suspiro

Certezas viagens passadas e futuras

Sementes e raízes na vida, a subsistência

.

 

62 - Seca lágrimas

 

Mesmo que tenhas sonhos desfeitos

A caminhada seja só de lamentos

Espinhos martirizem a mente

Que teu corpo dilacere enfermo

Energia que te permeia

Seja chama esmaecida

Na jornada terrena nada é perfeito

Transição entre Karmas e Darmas

Ora livre, homem feito de sorrisos

Ora em grilhões, de feridas é ornado

O ato de respirar alimenta esperança

Mesmo que seja uma tênue fumaça

Que paira nas estações da existência

Quando o desgaste petrifica o homem

Anjo estende asas em abraços

Pois se extingue o sutil sopro vital

Resta levar bagagem de lágrimas

Na travessia serão estrelas no infinito

Para guiar os que aqui ficam até o final.

 

 

63 - Sim ou Não

 

Duas palavras que, na maioria das vezes

Pronunciadas sem sentido e a esmo

Sim, palavra afirmativa, projetos

Não, palavra negativa, sentenças.

Entre o Sim e o Não, o homem faz seu percurso

Um mágico momento pode alterar

Redefinir curso de uma ou mais vidas

Decretar o que denominamos futuro

Não ou Sim, são escolhas fatais conscientes

Inerentes aos aspectos nelas permeados

Por Livre Arbítrio latente, são geradas

Sim ou Não, eterna evolução e aprendizado

Após pronuncia é necessária sabedoria

Para erros e acertos serem administrados.

 

 

64 - Sinal da Cruz

 

Desde tenra idade aprendi que

Sinal da Cruz nos une a Deus,

Mas não me ensinaram a unir

Três dedos da mão direita,

Polegar, indicador e médio

Para Santíssima Trindade simbolizar,

Apoiar dedos restantes

Na palma da mão do poder,

Que representa a natureza

Humana e divina de Cristo em um só,

Não me ensinaram que a cruz

Representa os quadrantes da terra,

Que contém energias cósmicas

Para a consciência espiritual despertar,

Não me ensinaram que cada ser

Tem uma mão especial, pois

A Mão Fogo pede a proteção

A Mão Água pede energia

A Mão Ar pede o equilíbrio

A Mão Terra pede a fixação,

Hoje, após inúmeros aprendizados

Minha oração é feita em silêncio

Para que minha Alma se conecte a Deus

E julgue meus merecimentos.

 

 

65 - Sintonia das Almas

 

Não existe o acaso

Existem encontros

Passageiros do tempo

No imenso Universo

Por terras distantes

No tempo certo

Com hora pré-fixada

Independente de vontade

Pois são sonhos e desejos

Que cruzam e se buscam

São Almas em sintonia

Uma atração magnética

Como o irmão Sol e Lua

Mesmo distantes pelo curso da vida

Encontro por merecimento acontece

Almas são energias que se sintonizam

Autenticando seu pensar, seu sentir

Como se fossem o irmão Sol e irmã Lua

Em compatibilidade harmônica e magnética.

 

 

66 - Harmonia com a Alma

 

Desafios constantes me despertaram

Mergulhei luz infinita da Alma

Para obter respostas às inquietações

Que afligiam a mente constantemente

Desde então, a paz habita meu interior

Aprendi que o corpo físico é um invólucro

Para ocultar a Alma que busca evolução

Na transitoriedade que habita energia

Aprendi que ao nascer recebi dons divinos

E, ao desenvolvê-los e aperfeiçoá-los

Venceria obstáculos a mim destinados.

 

 

67 - Solidariedade

 

Aprendi que solidariedade

Não é apenas um substantivo

Palavra que contém profunda essência

Pilar respeito em nosso alicerce formativo

No qual muitas vezes, não tivemos bons exemplos.

Solidariedade é um sentimento íntimo que brota

Alimentado por boas ações no dia-a-dia

Não é dar esmolas que não dignifica o homem

É apoiar nos insucessos mostrando o caminho

Aprender a administrar grandes diferenças

Ajudar com palavras crítica construtiva

Estender mãos para apoiar desvalidos

Sem olhar raça, sexo e credo.

 

 

68 - Sons da Natureza

 

Audíveis,

Na natureza tudo é harmônico

Terra com seus inúmeros sons

Jorrar em mansidão fontes

Murmúrio vagas nos oceanos

Melodia astros em seu fulgurar

Em harmonia, sem suntuosidade

Sibilar ventos nas suaves brisas

Cantar das aves e pássaros

Voz humana em tons melódicos.

Inaudíveis,

Diálogo entre Homem e Deus,

 Pai que lhe proporciona desafios

Conhecimentos e aprendizados

Orienta a missão a ser cumprida

Após iluminação interior,

Descortina-se a sabedoria

Que sons da natureza

É fruto do amor Onipresente,

Criação Divina.

 

 

69 - Tempo e Eternidade

 

tempo é uma presença transitória

Em contraste com a eternidade

Que é uma presença permanente

Tempo coexiste com eternidade

Homem, criatura do tempo,

Tem dificuldade em diferenciá-los

Tempo se divide em três ciclos

Move-se entre passado, presente e futuro

Duração mensurável de sucessões

Eternidade não é dividida, medida,

Não pode ser diminuída ou alongada

Apenas crê-se que é incomensurável

Permanente, sem mudanças ou fim,

Homem, ao findar missão encarnatória

Faz a viagem, do tempo para eternidade

Extensão de sua experiência no Tempo

É substituída na Eternidade pela intensidade

Da luz obtida no processo evolutivo da jornada.

 

 

70 - Tempo de Viver

 

Tempo passa lépido ou vagaroso,

Constantes ciclos de nascer e fenecer

Não pode ser esquecido, pois não perdoa

Doa, extrai, arrasta, esmaga, destrói

Impaciente, algoz, cruel e sorrateiro

Observa-se sua imponência e destreza

Quando se oculta entre auroras e anoitecer

Enigma indecifrável sua durabilidade

Não espera e se importa se é o momento

Pois o Homem com seu Livre Arbítrio

Sinaliza seu Tempo de Viver.

 

 

71 - Travessia

 

Na ponte do inexorável Tempo

Viagem com rotas de incógnitas

Deixar atrás o penhasco profundo

Abismo insondável e misterioso

Onde inúmeras vidas feneceram

Em busca novo renascer

Novos sonhos, novo destino

Com olhar arrojado de esperança

Ofertando a face às caricias da brisa

Ancorando no sussurro da Alma

Para uma travessia de paz e de luz.

 

 

72 - Veredas de Luz

 

Quantos caminhos a vida nos apresenta

Muitas vezes, a indecisão se faz presente

Até que a mente se aquieta com serenidade

As emoções e sentimentos atenuam-se

Os olhos perscrutam além do horizonte

O Farol que norteia a Vereda da Luz

Magnífica paisagem descortina

Vejo minha imagem refletir-se no espelho

Adentro ao reflexo, ao encontro com a Alma

Em sintonia perfeita a contemplo em mim

Em aquiescência consciente reativo a sutil energia

Livre das amarras que encarceram pensamentos

Da inconsequente expressão do verbo proferido

Dos algozes atos, que destruidores, voltam em eco

E, assim, se faz a caminhada de luz, não após morte

Sim enquanto vida, no encontro com a essência

No resgate e exercício da espiritualidade plena

Na descoberta do tesouro, a paz interior.

 

 

73 - Versos Negros

 

Uma Ode às Almas

Seus mistérios e segredos

Suas sinfonias soturnas

Orquestras decadentes

Instrumentos silenciosos

Apenas som do vento

Ao atravessar o tempo

Que urge em seus ciclos

Por lamentos de dor

Consumida por angústia

Escondem-se nas profundezas

Consciente da devastação

Condenada à decadência

Enclausurada no esquife

Das frustrações e desejos

Na tumba uma epígrafe

Autenticando a falência

“Quem às brumas optou”.

 

 

74 - Vida após Vida

 

Inquieto, perdido, em busca do farol

Para iluminar o turvo e agreste caminho

Sem entender seu estado gélido e letárgico

Som rouco e aflito surge na garganta

Um pedido de liberação e socorro

Mais um irmão adentra os Portais de Luz

Mais um filho que cumpriu sua missão

Retorna inconsciente à sua pátria espiritual

Despojado das vestes carnais que o rotulavam

Um espírito, uma bagagem, um registro de vida

Desperta de sua inércia e vê ao longe o farol

Aroma de flores invade seus sentidos resistentes

Tênue luz desponta mais além, um Anjo

Anjo que Deus destinou para lhe receber

Mostrar que ali não se faz necessários hábitos

Honrarias, emoções, sentimentos conflitantes

Que sua travessia foi um renascer, à outra vida

Também é feita de desafios e aprendizados

Primeira lição é a conscientização, a certeza

A morte física é inevitável, um fim de ciclo

Pois a vida terrestre é fugaz e passageira

Estação do resgate, cumprimento do Karma

Segunda lição é saber que aqui não há tempo

Estações não se dividem, as flores são eternas

Amigos são de ouro e prata, seres iluminados

Terceira lição é a chave que abrirá

Portas que te separam do Criador

Passado foi condução teu Livre Arbítrio

Presente são tarefas em busca evolução

Futuro é promessa, ascensão na luz.

 

 

75 - Viagem dos Ciclos

 

A vida é uma viagem entre o ir e vir do tempo

Veículo, itinerário é escolhido por nós

De acordo com metas desejadas

Passamos por inúmeras estações,

Cada uma nos oferta conhecimento

Aprendizados e sabedoria,

Através do que observamos

Nos passageiros que conosco viajam

E entre metas estão realizações,

A paz interior e a felicidade,

Por certo, obstáculos que,

Muitas vezes parecem intransponíveis,

Por certo, em alguma curva da viagem

As forças desabam, as lágrimas brotam,

O cansaço desanima e se torna obstáculo

Mas, dentro de cada ser,

Existe uma energia invencível

Que nos ergue e nos faz vitoriosos.

 

 

76 - Vida e Morte

Portais paralelos, quase sempre em conflito

Corpos, Almas, entre nascer, viver, fenecer

Portais abrem e fecham no tempo marcado

Solenidades idênticas na medida da encomenda

Revestidos de simplicidade ou suntuosidade

Caminho temível e desconhecido destino

Na vida, promessas generosas, metas malogradas

Sutis esperanças à deriva intempéries opressoras

Ideais perdidos entre rotas inexorável tempo

Encarcerados na memória da consciência

Na morte, descortinar dos mistérios e enigmas

Ao adentrar ao Portal transpondo epitáfios

Templo sem teto, apenas um ciclo findo

Única realidade de propósito grafado

Quimeras, crenças, na história entrelaçadas.

 

 

77 - Eternidade

 

Espaço inexplorado

Sinfonia angelical, luzes, cores, aromas

Habitação, sem teto, portas, janelas

Passagem entre vida e morte

Sem astros, sem dia e noite,

Fusão mar, horizonte, infinito

Onde habitam Almas imortais

No aguardo de seu retorno

Tempo real nas estações da existência

O restante é incógnito

Quem sabe, em indagações passamos o tempo

Quem sabe, é a atemporal fração de segundo

Quem sabe, desperdiçado ou usufruído.

 

 

78 - Espectros

 

Badaladas longínquas tangendo lamúrias

Espectros prostrados, prantos entrecortados

Perambulam, rastejam, gritam horas soturnas

Amarrados aos grilhões em horas tristes diurnas

Perambulam silenciosos feridos de espinhos

Espectros de Hades de ébano cobertos

Arrastando-se às profundezas dos submundos

Infinitos espíritos curvados sobre ferros

Que mantém cravados em seus infernos

Ventos ásperos perpassam distantes colinas

Arvoredos inebriados dançam na noite de breu

Unem-se ao gemer das Harpias mitológicas

Risadas maquiavélicas de bruxas encarquilhadas

Sombras deformadas, formas estranhas

Enquanto Anjos estendem mãos para consolo.

 

 

79 - Teu Anjo

 

Tua luz das noites de nevoeiros

Ilumina caminhos tortuosos

Traz respostas aos questionamentos

Guia teus passos quando cansados

Traz calma quando estás assustada

Ajuda entender a missão neste planeta

Alimenta esperanças realizar sonhos

Tua luz é constante, impassível pelas rajadas

Ventos fortes que assolam humanidade

Renova o ânimo com novas energias

Fortalece inteligência e sabedoria

É luz, companhia, quando te sentes destruída.

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