Oyá, Senhora do Entardecer 
Intuição
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Na vastidão da negra noite

Escondidos nos obscuros nichos

Agitados os Anjos das Trevas

Infiltram-se entre os homens,

Mudando o presente e futuro

Cerceando a fartura e fortuna

A Terra treme catastrófica

Ventanias avivam as labaredas

Que consomem a colheita que brota

Exala um odor de asas queimadas

Dos pobres pássaros que sobrevoam

As secas árvores desnudas de galhos

A noite esconde os escudos nocivos

Dos cavaleiros das guerras ímpias

Semeadores das mazelas na terra

Regozijam-se com templos destruídos

Constroem uma ara para sacrifícios

Onde recebe oferendas a descrença

Um banquete de animais peçonhentos

Enquanto o “eu” verte lágrimas de sangue

Um Anjo inocente, se ergue flamejante

Desperta as estrelas que acordam cantando,

Anjos brancos cobrem a terra orando

E aspergem unguentos de paz e esperanças.

 

 

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Almas em encontros e desencontros

Buscando um sinal entre Corpos

De compromissos em outras vidas

Assumidos em outras circunstâncias

Em um abraço, entre a terra e o infinito

As Almas em silêncio apenas sentem

As dores das cicatrizes torturantes

O desvario da constante implenitude

Desta forma, a estagnação mesmo abstrata,

Cria formas, as formas criam negras cascas

A reversão evolutiva mergulha no caos

Nas brumas, a estrela cai na amplidão

Pois voraz é o inexorável tempo

Que não permite retornos pregressos

Não desvenda o amanhã, é impenetrável

Aguardando, ansiosas, o Dédalo do Destino

Almas renascem na finitude da Vida. 

 

 

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Almas existem desde o início dos tempos

Excursionam por este imenso Universo

Sopram vidas em corpos por Deus moldados

A cada viagem no Universo que fazem

Impulsionam no veículo que habitam

A cumprir a missão pré-determinada

Resultantes dos saberes armazenados

Uma Alma leve transita com sua bagagem

De forma tranquila, pois sua tarefa é estruturar

O mortal designado pelo Criador a guiar

Na sabedoria da fé em cada aprendizado

Existem Almas que vivem nas densas brumas

Que fazem do mortal um veículo de guerra

Traz a marca da destruição, peste e fome

Exterminando e com crueldade zombando 

Almas que não possuem peso nem medida

Como energias, são envolvidas por trevas

Também existem Almas tristes e perturbadas

Que dos desafios e aprendizados se furtaram

Existem tantas outras que povoam o Universo

A mercê da nefasta bagagem que carregam

Necessitam do homem, um mero mortal,

Apenas a oração com devoção: Ave Maria.

 

 

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Quem sabe um pesadelo ou uma viagem?

A escalada de escarpas montanhosas 

Silhuetas que se movem por trilhas áridas

Homem ou Almas em fel de lágrimas

Não lembram a origem, de onde vieram

Não sabem o que o caminho reserva

A cadência dos sinos que tangem

O único som que sinaliza a vida

Os carrilhões sufocam e cerceiam

Por um tempo sem tempo definido

Um eco atordoa a mente insana

Um corpo cai prostrado e fétido

A Alma desiste, desaba em agonia.

 

 

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Encontros são Almas que se reconhecem

Não importa em qual hierarquia humana

Fadadas a cumprir o percurso unidas

Cada ser traz na bagagem experiências

Que podem acrescer ou reduzir o tempo

Os encontros plenos dispensam palavras

Realizam-se primeiro na essência individual

Após, na consciência da felicidade plena

Desencontros são constantes e não percebidos

Quando o silêncio da Alma se evidencia

O verbo inexiste, o brilho do olhar desfalece

A fadiga se faz presente, esgotam-se esforços

A fascinação do primeiro encontro fenece

Passos levam à agrestes caminhos a esmo

Revestidos de ausência de sintonia

Onde a taciturnidade é sombra entre seres

A dor do infortúnio e a ruína se instala.

 

 

 

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Um projeto de vida

Um direito adquirido

Desde a hora do nascer

Seja rico ou pobre

Independe a cor da pele

Seja herege ou cristão

Felicidade não tem medida

Não é revestida de ouro ou prata

É permeada de sensações e emoções

Um doce olhar, uma canção

É saber que o amigo aflito

Necessita de uma palavra amiga

Que a sabedoria pode ofertar

Felicidade se faz de atenção

De um espontâneo sorriso

Quando o coração desperta e acelera

Sentimo-nos parte da imensidão

É escutar a mensagem divina

A Felicidade está em você.

 

 

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Sentimento considerado obsoleto

Nas mentes despidas de sensibilidade

Que semearam emoções áridas

Ao germinarem tonaram-se pragas

Pestes do desamor e da vaidade

Substituíram nobres sentimentos

Pois é mais fácil dar esmolas

Que ofertar amor como alimento

Generosidade é a herança da doação

As mãos estendidas para apoiar o outro

É ofertar o que consideramos excessos

Dividir o que temos, mesmo que seja escasso.

 

Generosidade é mais que uma palavra

É um ato que transborda energia e luz

Abre as portas de nossa essência divina

Ultrapassa distâncias, raças e credos.

 

 

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A cada dia um novo semear

Em mim, os sentimentos nobres,

Para que as flores do jardim

De minha Alma não feneçam

Sem esmaecer suas nuances

Sem se exaurir seus aromas

A cada dia um novo semear

Busca da paz com o auto perdão

Da harmonia, perdoando o ódio

Deslealdade, inveja e desamor,

Hostilidade, intriga e vaidade

É doutrina entre partidas e chegadas

A cada dia um novo semear

Amar a Deus sobre todas as coisas

A natureza e habitantes dos reinos

Aos semelhantes, na mesma sintonia,

Sem conhecer a posse do amor pessoal

Que não dignifica laços afetivos

A cada dia um novo semear

Nos sonhos idealizando as metas

No polimento da sensibilidade

Na criatividade e inspiração

Germinar versos e poesia

Permitir o aflorar da Alma

A cada dia um novo semear

Amei os cascalhos que pisei

Os espinhos que machucaram

Palavras proferidas que feriram

E aqui, entre derrotas e vitórias,

Na colheita, colho bênçãos de Deus.

 

 

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Tempestade em fúria, vento soprando

Almas, enfileiradas oscilando, em ladainha

Inaudível, talvez uma prece, ou canto

Lamentam as desditas criadas na trajetória

Sombras fantasmagóricas nas eternas brumas

Desfilam nas valas de águas escuras e fétidas

Que sulcaram os desabitados e áridos desertos

Arrastando na bagagem grilhões pesados

Outras contam as contas dos brancos rosários

Que contrastam com suas parcas vestes negras

Em orações de misericórdia e tênues esperanças

Assim elas se postam em vigília, aguardando o sinal

Quando os Anjos de Deus tocarão suas trombetas

O Livro da Vida será aberto, é o Juízo Final.

 

 

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No fluído vital agonizante em desprendimento

Nascimento, apogeu e morte no contar do tempo

Na terra úmida e lúgubre um corpo é depositado

A escravidão dos vulneráveis sentidos inumado

Sem os grilhões das ideias pré-estabelecidas

Sob o governo déspota das concepções humanas

A liberdade antes inalcançável se faz lágrimas

Com testemunho do céu com nuvens densas

Uma Alma livre rumo ao infinito desconhecido

Como pássaro flamejante em oscilantes labaredas

Ascendendo o à essência plena do amor represado

 

 

 

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Observamos marcas do tempo

Através das rugas da pele

Do desgaste do corpo físico

Das sementes plantadas

E dos frutos colhidos,

Quando nos consideramos incultos

Pois não usamos o tempo

Para aprendizados obter,

E desgastamos mente e emoções

Em um emaranhado de sentimentos

Sem conseguir discernir,

Quando nos detemos no tempo

Para analisar o que é felicidade

E concluímos que fomos felizes

Mas a velocidade do tempo

Não permitiu entender,

Quando decidimos abrir

O baú de recordações

E enfrentar os obstáculos

Que não foram superados

Pois a inércia nos fez fugir,

Quando nos conscientizamos

Que aprendemos a dividir o tudo

Diminuir os sonhos e vitórias

Multiplicar de forma incansável

Somar arduamente, com todos

Excluindo nossa pessoa

Quando despertamos um dia

E, ao analisarmos a existência

Sentimos que desconhecemos

Nossa essência interior

E, neste momento cruciante

Desperta a fera adormecida

Impulsionando-nos a lutar,

E entender que o tempo

É uma soma de instantes

De um passado que não retorna

De um presente que deve ser pleno

De um futuro que a Deus pertence.

 

 

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Aceitei o convite do senhor do Tempo

Em suas asas viajei por este Universo

Adentrei, sem medos, em novo espaço

Onde é possível abraçar a felicidade

Esperança, harmonia, união, amor

Um espaço sem nuvens grossas

Livre das tempestades que assolam

Onde as lições de sabedoria são ofertadas

Ao pé dos pensamentos, na raiz da lógica

Esculpindo formas de lembranças na memória

Um espaço de ar puro, com a brisa em sussurro

Cantando doces melodias para reflexão

Um horizonte distante, onde mora o arco-íris

As Almas repousam e homens sonham.

 

 

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Universo, que se faz de impenetrável mistério

A vida, no ato de respirar uma energia intrínseca

Homem, o finito, repleto de evasivas metáforas

Percursos, um vai e vem com segredos ocultos

Sentinelas, a Alma e sua sabedoria em alertas

Os sentimentos, resultante de emoções veladas

A sombra, que como espectro faz companhia

A morte, realidade da passagem efêmera

O som, ruído dos pensamentos em desalinho

O silêncio, caos da razão destituído do verbo

A Fé, com o Livre Arbítrio, Karmas, Profecias

O Tempo, na sinfonia da existência é maestro

O dia, o enlaçar no potencial dos sentidos

À noite, curvar-se diante do imenso infinito.

 

 

 

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Tem gente que usa seu tempo

Direcionado ao caminho do bem

Na existência em sua jornada

Semeia os sentimentos nobres

Rega e aduba com sabedoria

A flor, o fruto, ofertas de Deus

Incapaz de desejar ao semelhante

Mazelas que não quer para si

Esta gente colhe em sua existência

A amizade, o respeito e confiança

Tem gente que usa o tempo em futilidades

Divide em pensamentos e atos nocivos

Usa o verbo que é um Dom sagrado

Para destruir com linguagem ferina

Enviando energias torpes e maléficas

Que serão armazenadas no infinito

Vive de mentiras e ilusões efêmeras

Alimenta-se de trevas e almas denegridas

Tem gente que semeia nos atalhos da vida

A tristeza, o ódio, o desamor e a maldade

Por certo, sua colheita será de desventuras

Pois dentro de sua obscuridade desconhecem

As leis que permeiam o sábio Universo

A de “Causa e efeito”, “Atração” e “Retorno”.

 

 

 

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As luzes do palco iluminam a plateia

Uma cortina grená pesada oculta

Os atores que por sensações oscilantes

Aguardam com temeridade seu desempenho

A peça faz ressurgir antigos personagens

Ressuscitados e atuantes em novos corpos

Que se abraçam e se enlaçam recordando

Vivências de velhas Almas em suas viagens

Que atendem ao chamado em clamor

Para um resgate de registros na História

Os atores entram em cena, mestres na arte

Narrando guerras santas, políticas, mortes

Amores plenos ou desfeitos, ressarcidos

E os laços espirituais da criação se acentuam

A ancestralidade toma forma em corpos

Em cada sonoridade de voz, a sutil energia

Renova-se, se abastece e mantém expectadores

Extasiados, aturdidos, em um passado presente

O imaginário se desfaz, a cortina se fecha

Os atores despedem-se individualmente

O Portal se abre, adentram de mãos dadas

Os heróis da História que foram esquecidos

Descansam as Almas que verdades narraram

Em busca da Paz pela humanidade perdida.

 

 

 

 

Almas em corpos errantes

Em buscas incessantes

Que em vidas passadas,

Marcaram um encontro

Sem data, nem hora

Ou lugar para ficar,

Sem saber em que plano,

Em que circunstâncias

Em que tempo

O sinal de alerta as acordará,

São tênues energias

Que vivem em silêncio

Aguardando a fusão

Para o resgate saldar,

Para Almas Afins

Só tem dois caminhos,

Ou, o destino as une

Em um encontro harmônico,

Onde possam na plenitude

Sua unidade expressar,

Ou, vibram em sintonia

Por sua semelhança

Sem pretensões,

Aprendendo o querer e amar

Almas Afins são como estrelas

Que brilham no firmamento

Que se olham ao longe

Sem poder alcançar,

Só tem a certeza, em sua essência

Sem presente ou, antever o futuro,

Fazem parte de um tempo sem tempo,

A eternidade ou reencarnar.

 

Boa Noite meu Deus,

As nuances crepusculares anunciam

O dia que finda, tempo de reflexão

Agradeço as oportunidades ofertadas

A lógica no exercício do Livre Arbítrio

O bálsamo recebido ao longo da jornada

Pelas frustrações do não realizado

Rasgam-se os véus, ancoram estrelas

Timidamente a Lua eleva-se em seu fulgor

Uma pintura silenciosa e translúcida

Bela ao consciente, através da visão

Medo ao inconsciente, pelas emoções

Um encontro íntimo da Alma com nossos “Eus”

Deus, em meu sono guarda meus sentidos

Afasta pesadelos que se interpõem

Fantasmas delirantes em sombras

Habitantes das densas brumas noturnas

Dá-me o sono reparador à matéria

Preenche meu espírito de luz.

 

Ciclo da Semeadura

Semear é a missão

Do homem iluminado,

Por solos áridos

E cobertos de ervas daninhas,

Por corações com crostas

De emoções negativas,

Por estradas com pedras

Ou jardins com espinhos,

É usar com sabedoria

O dom da palavra,

Propagar aos quatro cantos

O valor de uma fé,

Espalhar amor

Onde reside o ódio e a ira,

Pregar a paz

Entre os irmãos do desamor,

Semear é ser guerreiro

Sem medo, ir à frente,

Destruindo

A larva nociva que se alastra,

Não importa o tempo

Pois todo é abençoado,

E a caridade

Não tem pressa para ser doada,

É conduzir o pensamento

Para uma meta já definida,

Domar as feras soltas

Na arena da vida,

Espalhar a esperança

A humildade e a consciência,

De um dia, vibrar em todos

O amor em sintonia.

 

Ciclo da Colheita

No ciclo da colheita

O homem colhe o resultado

De seu Livre Arbítrio,

É quando entende

Que Deus não é cruel e vingativo,

Pois lhe deu de presente

O Dom da inteligência,

Se o Dom foi usado

Com maestria e sabedoria,

Colherá o sucesso

E a felicidade plena,

Se o Dom foi desdenhado

Colherá as mazelas

Da Lei da Causa e Efeito,

Desta forma, o homem,

E seus ciclos se sucedem

E, infelizmente,

Na maioria das vezes,

É necessária a queda

No mundo das trevas,

E através do sofrimento

Compreender,

O significado de um Universo

Edificado, sob a energia da luz.

 

Enquanto,

A Terra for arena do cotidiano

Habitada por ferozes guerreiros

Vestidos de guerra e sangue

Para alimentar o Ego insano

A Terra for tenebrosa selva

Habitada por astutos caçadores

Vestidos de poder e cobiça

Que vivem em eterna disputa

Enquanto,

O Homem estiver cego por ódio

Surdo para escutar lamentos

De dor, solidão e injustiças

A Peste Negra do sofrimento

Invadirá a razão e sentimentos

Um odor fétido e repugnante

Exalará entre seres e lares

Na obscuridade da sensação

Enquanto,

No Universo intangível

Um Anjo suplicar ao Criador

Que ilumine a mente do homem

Para que seja um eterno guerreiro

Com armas de fé e esperança

Em busca do porvir abençoado

Para que cada coração humano

Seja um templo da paz e amor.

 

Finito e Infinito

Explosão de vida, matéria, energia

A angústia de se saber finito assusta

A consciência da morte corporificada

Que reside na vida, forte e atuante

A impotência de driblar o destino

De conviver com um desconhecido

A mente e suas equações indecifráveis

O equilíbrio entre a razão e emoção

Os labirintos do invisível e do medo

Do infinito interior, os pensamentos

O simbólico e o real entrelaçados

A transcendência dos enigmas

Do movimento contínuo ou estático

Do limitado, ilimitado, imaginário

Multidimensionais, atemporais

Sem opções, o homem é a parte

E, ao mesmo tempo, um todo

Finito e Infinito

 

Infelicidade

Perdida no tempo

Te vi caída e sofrida,

De teus olhos opacos

Profundamente tristes,

Escorriam lágrimas de dor

Uma dor que não era saudade,

Pois era a dor da infelicidade

Dela falamos, nela pensamos

Não sei por quanto tempo

Quando eu parti, ela ficou em mim

No pensamento, no sentimento

Também sei que ficou em ti

Pungida e crucificada

Não sei por quanto tempo

No eternizar, no reencarnar.

 

Legiões de Almas

Paisagens por Deus escolhidas

Cada uma com sua história de vida

Uma bagagem repleta de nuances

Ausentes ou mesmo, multicoloridas

Àquelas que acreditam em sonhos

Confinadas na vivência de outras vidas

Habitam corpos permeados de melancolia

Alimentadas pelo silêncio da infelicidade

Outras, perdidas entre as desventuras

Presas ao ódio e torpes alucinações

Habitam corpos e semeiam destruição

Como lobos ferozes a espreita da caça

São tantas as que ficam entre as trevas

Desconhecendo sua própria essência

Sem elos, apenas diabólicos espectros

Há outras, iluminadas, semeadoras de luz

Habitam corpos em tarefas árduas

Cumprir a missão que lhe foi destinada

Espalhar o amor, incentivar a caridade

Transformar os espinhos em rosas

O odor fétido em aroma de bálsamo.

 

Enigmas

Universo, que se faz de impenetrável mistério

A vida, no ato de respirar uma energia intrínseca

Homem, o finito, repleto de evasivas metáforas

Percursos, um vai e vem com segredos ocultos

Sentinelas, a Alma e sua sabedoria em alertas

Os sentimentos, resultante de emoções veladas

A sombra, que como espectro faz companhia

A morte, realidade da passagem efêmera

O som, ruído dos pensamentos em desalinho

O silêncio, caos da razão destituído do verbo

A Fé, com o Livre Arbítrio, Karmas, Profecias

O Tempo, na sinfonia da existência é maestro

O dia, o enlaçar no potencial dos sentidos

À noite, curvar-se diante do imenso infinito.

 

Sou Morte

Sou conhecida pelo nome de morte

Como o outro extremo, o negativo

Sou o destino, a única verdade

Desconhecido e realidade temida,

Cronômetro dos ciclos da vida

Sou tempo, enigma inescrutável

O Anjo das pestes, das guerras

E se a tirania na Terra impera

Sou o braço que se ergue forte

Empunho minha espada de prata

Que ceifa algozes e impiedosos

Dos déspotas e infiéis faço ossuários,

E meu manto cobre com densas trevas

Os povos, as Nações, a Humanidade

E abro minhas asas sobre mortalhas

Mas também sou Anjo do renascer

Para os aflitos e desesperados

Os que estão sob o jugo da dor

Física, emocional, espiritual

O consolo dos aflitos e perdidos

Que rasga abismos profundos

O farol de luz que guia os homens

À nova aurora e um porvir de paz

Desvendarei todos os mistérios

Conduzirei os espíritos às alturas

Sou a liberdade, a serviço de Deus

Sou Morte, sou Vida, sou Evolução.

 

Almas em corpos errantes

Em buscas incessantes

Que em vidas passadas,

Marcaram um encontro

Sem data, nem hora

Ou lugar para ficar,

Sem saber em que plano,

Em que circunstâncias

Em que tempo

O sinal de alerta as acordará,

São tênues energias

Que vivem em silêncio

Aguardando a fusão

Para o resgate saldar,

Para Almas Afins

Só tem dois caminhos,

Ou, o destino as une

Em um encontro harmônico,

Onde possam na plenitude

Sua unidade expressar,

Ou, vibram em sintonia

Por sua semelhança

Sem pretensões,

Aprendendo o querer e amar

Almas Afins são como estrelas

Que brilham no firmamento

Que se olham ao longe

Sem poder alcançar,

Só tem a certeza, em sua essência

Sem presente ou, antever o futuro,

Fazem parte de um tempo sem tempo,

A eternidade ou reencarnar.

 

As nuances crepusculares anunciam

O dia que finda, tempo de reflexão

Agradeço as oportunidades ofertadas

A lógica no exercício do Livre Arbítrio

O bálsamo recebido ao longo da jornada

Pelas frustrações do não realizado

Rasgam-se os véus, ancoram estrelas

Timidamente a Lua eleva-se em seu fulgor

Uma pintura silenciosa e translúcida

Bela ao consciente, através da visão

Medo ao inconsciente, pelas emoções

Um encontro íntimo da Alma com nossos “Eus”

Deus, em meu sono guarda meus sentidos

Afasta pesadelos que se interpõem

Fantasmas delirantes em sombras

Habitantes das densas brumas noturnas

Dá-me o sono reparador à matéria

Preenche meu espírito de luz.

 

 

Semear é a missão

Do homem iluminado,

Por solos áridos

E cobertos de ervas daninhas,

Por corações com crostas

De emoções negativas,

Por estradas com pedras

Ou jardins com espinhos,

É usar com sabedoria

O dom da palavra,

Propagar aos quatro cantos

O valor de uma fé,

Espalhar amor

Onde reside o ódio e a ira,

Pregar a paz

Entre os irmãos do desamor,

Semear é ser guerreiro

Sem medo, ir à frente,

Destruindo

A larva nociva que se alastra,

Não importa o tempo

Pois todo é abençoado,

E a caridade

Não tem pressa para ser doada,

É conduzir o pensamento

Para uma meta já definida,

Domar as feras soltas

Na arena da vida,

Espalhar a esperança

A humildade e a consciência,

De um dia, vibrar em todos

O amor em sintonia.

 

 

No ciclo da colheita

O homem colhe o resultado

De seu Livre Arbítrio,

É quando entende

Que Deus não é cruel e vingativo,

Pois lhe deu de presente

O Dom da inteligência,

Se o Dom foi usado

Com maestria e sabedoria,

Colherá o sucesso

E a felicidade plena,

Se o Dom foi desdenhado

Colherá as mazelas

Da Lei da Causa e Efeito,

Desta forma, o homem,

E seus ciclos se sucedem

E, infelizmente,

Na maioria das vezes,

É necessária a queda

No mundo das trevas,

E através do sofrimento

Compreender,

O significado de um Universo

Edificado, sob a energia da luz.

 

 

A Terra for arena do cotidiano

Habitada por ferozes guerreiros

Vestidos de guerra e sangue

Para alimentar o Ego insano

A Terra for tenebrosa selva

Habitada por astutos caçadores

Vestidos de poder e cobiça

Que vivem em eterna disputa

Enquanto,

O Homem estiver cego por ódio

Surdo para escutar lamentos

De dor, solidão e injustiças

A Peste Negra do sofrimento

Invadirá a razão e sentimentos

Um odor fétido e repugnante

Exalará entre seres e lares

Na obscuridade da sensação

Enquanto,

No Universo intangível

Um Anjo suplicar ao Criador

Que ilumine a mente do homem

Para que seja um eterno guerreiro

Com armas de fé e esperança

Em busca do porvir abençoado

Para que cada coração humano

Seja um templo da paz e amor.

 

Explosão de vida, matéria, energia

A angústia de se saber finito assusta

A consciência da morte corporificada

Que reside na vida, forte e atuante

A impotência de driblar o destino

De conviver com um desconhecido

A mente e suas equações indecifráveis

O equilíbrio entre a razão e emoção

Os labirintos do invisível e do medo

Do infinito interior, os pensamentos

O simbólico e o real entrelaçados

A transcendência dos enigmas

Do movimento contínuo ou estático

Do limitado, ilimitado, imaginário

Multidimensionais, atemporais

Sem opções, o homem é a parte

E, ao mesmo tempo, um todo

Finito e Infinito

 

Perdida no tempo

Te vi caída e sofrida,

De teus olhos opacos

Profundamente tristes,

Escorriam lágrimas de dor

Uma dor que não era saudade,

Pois era a dor da infelicidade

Dela falamos, nela pensamos

Não sei por quanto tempo

Quando eu parti, ela ficou em mim

No pensamento, no sentimento

Também sei que ficou em ti

Pungida e crucificada

Não sei por quanto tempo

No eternizar, no reencarnar.

 

Paisagens por Deus escolhidas

Cada uma com sua história de vida

Uma bagagem repleta de nuances

Ausentes ou mesmo, multicoloridas

Àquelas que acreditam em sonhos

Confinadas na vivência de outras vidas

Habitam corpos permeados de melancolia

Alimentadas pelo silêncio da infelicidade

Outras, perdidas entre as desventuras

Presas ao ódio e torpes alucinações

Habitam corpos e semeiam destruição

Como lobos ferozes a espreita da caça

São tantas as que ficam entre as trevas

Desconhecendo sua própria essência

Sem elos, apenas diabólicos espectros

Há outras, iluminadas, semeadoras de luz

Habitam corpos em tarefas árduas

Cumprir a missão que lhe foi destinada

Espalhar o amor, incentivar a caridade

Transformar os espinhos em rosas

O odor fétido em aroma de bálsamo.

 

 

Universo, que se faz de impenetrável mistério

A vida, no ato de respirar uma energia intrínseca

Homem, o finito, repleto de evasivas metáforas

Percursos, um vai e vem com segredos ocultos

Sentinelas, a Alma e sua sabedoria em alertas

Os sentimentos, resultante de emoções veladas

A sombra, que como espectro faz companhia

A morte, realidade da passagem efêmera

O som, ruído dos pensamentos em desalinho

O silêncio, caos da razão destituído do verbo

A Fé, com o Livre Arbítrio, Karmas, Profecias

O Tempo, na sinfonia da existência é maestro

O dia, o enlaçar no potencial dos sentidos

À noite, curvar-se diante do imenso infinito.

 

 

Sou conhecida pelo nome de morte

Como o outro extremo, o negativo

Sou o destino, a única verdade

Desconhecido e realidade temida,

Cronômetro dos ciclos da vida

Sou tempo, enigma inescrutável

O Anjo das pestes, das guerras

E se a tirania na Terra impera

Sou o braço que se ergue forte

Empunho minha espada de prata

Que ceifa algozes e impiedosos

Dos déspotas e infiéis faço ossuários,

E meu manto cobre com densas trevas

Os povos, as Nações, a Humanidade

E abro minhas asas sobre mortalhas

Mas também sou Anjo do renascer

Para os aflitos e desesperados

Os que estão sob o jugo da dor

Física, emocional, espiritual

O consolo dos aflitos e perdidos

Que rasga abismos profundos

O farol de luz que guia os homens

À nova aurora e um porvir de paz

Desvendarei todos os mistérios

Conduzirei os espíritos às alturas

Sou a liberdade, a serviço de Deus

Sou Morte, sou Vida, sou Evolução.

 

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